Observação de Baleias e Golfinhos nos Açores

De 6 a 13 de Agosto de 2008

Dia 6 de Agosto

Chegada a Ponta Delgada, num belo dia de sol.

Houve oportunidade de fazer uma volta pela cidade de Ponta Delgada, incluindo a Fortaleza, com a ajuda de um percurso indicado num guia que a Isabel trouxe.

Ainda antes da chegada do voo do Paulo, Marta, Luísa, Joana e Elisabete, eu a Isabel e o Mário, bem com o amigo do Mário, Pedro Câmara, que muito simpaticamente reservara mesa para nós, almoçámos (muito bem) no restaurante “Anfiteatro”, na Marina de Ponta Delgada, espaço muito agradável naquela cidade.

Havia que comprar víveres para a semana. Tarefa realizada no Centro Comercial, com uma réplica de cachalote logo à entrada, para abrir o apetite das maravilhas de que iríamos desfrutar ao longo da semana.

À chegada do Furnas Lake Vilas ficámos maravilhados com a beleza natural do local. As casas de madeira, de desenho minimalista, ficam junto a uma pastagem e emolduradas por uma escarpa verdejante. Não esquecendo, é claro, das presenças da galinha Picolé e da cadela Pisca.

Dia 7 de Agosto

A exploração da ilha de S. Miguel inicia-se num dos seus ex-libris – a Lagoa das Furnas. A caminhada à volta da Lagoa revela-nos locais encantadores, com casas e pontões esporádicos, e leva-nos até às fumarolas, local famoso por aqui se cozinhar o cozido “à Furnas”.

O passeio circundante, à volta da Lagoa é muito bonito, sempre acompanhado de vegetação e arvoredo frondosos.

A visita prossegue em direcção da vila das Furnas. Os fenómenos vulcânicos estão muito presentes e constituem um ponto de interesse incontornável. Mas há que experimentar! Por que não um banho nas fontes quentes? Pelo menos eu, Ana, a Isabel e o Mário, ficámos a saber que são mesmo quentes (talvez cerca de 35º/ 40º, será?)

A Vila das Furnas é graciosa e agradável. Logo aqui demos com o “Hotel Terra Nostra”, onde fica o Parque que é muito conhecido, mas que acabámos por não conhecer.

À tarde, rumámos à Tronqueira, último refúgio do Priolo, espécie endémica de pássaro e ameaçado de extinção. Para nosso desencanto e “extrema infelicidade” do Paulo, o Priolo não deu o ar da sua graça, mas a paisagem valeu a deslocação. Pelo caminho, avistámos a ilha de Santa Maria, de forma muito nítida.

No regresso, parámos na vila de Nordeste, muito bonita, como de resto todas as vilas desta ilha. A cor branca das casas a contrastar com o negro da pedra basáltica é algo digno de se ver.

 

Dia 8 de Agosto

Nada como começar o dia a subir a serra! Lá bem no cimo, no “Pico da Areia”, encontrámos uma torre de vigia (que subimos), com cerca de 8 m de altura e que abanava por todos os lados, pois não estava escorada, de onde se podia avistar a paisagem circundante – de um lado, o oceano, de uma azul profundo, do outro lado, a lagoa das Furnas, e, claro, a Furnas Lake Villa, “pequenininha”.

A descida foi feita através de floresta densa e característica da ilha (com a consequente sombra quase permanente que muito ajuda a fazer o percurso, naquele dia cheio de sol) e o final da caminhada recompensado com um banho na praia da Ribeira Quente. Nesta praia, o fundo do mar é quente, de tal forma que nos podemos queimar (o nome da vila não é por acaso)!

À tarde, rumámos à fábrica de chá da Gorreana onde podemos avistar as plantações de chá, únicas na Europa, e a fábrica, bem como, quem quis, provar o delicioso chá, à escolha, seja o “verde”, seja o preto, à disposição dos clientes, gratuitamente.

No regresso, visitámos a Caldeira Velha e a Lagoa do Fogo – a lagoa mais linda do mundo!

  

Dia 9 de Agosto

O ilhéu de Vila Franca do Campo é uma reserva natural, dado ser um refúgio para a avifauna desta região. No verão abriga também uma população de seres humanos ansiosos por se banharem nas águas do seu interior, constituído por uma caldeira. Aqui, a água é mais quente, a profundidade é variável, agradando a todos os gostos, e, sobretudo, é completamente cristalina. Nas margens da caldeira, instalamo-nos nos seus rochedos, dado não possuir areia.

O acesso ao ilhéu é feito por barco, a partir de Vila Franca do Campo, seguindo um horário apenas conhecido pelo marinheiro que o conduz. Já agora, a viagem dura uns escassos 10/12  minutos e custou € 3,00/pax, ida e volta.

À tarde, rumámos a Faial da Terra para mais uma caminhada. Desta vez, procuramos o Salto do Prego, uma cascata de águas cristalinas…e frias! O caminho é deslumbrante fazendo lembrar as florestas tropicais, pelo denso da vegetação e pelo grau de humidade relativa que se fazia sentir. Passamos ainda por uma aldeia abandonada, Sanguinho, que está a ser convertida em aldeia turística.

Um conselho para quem faça o caminho: Nunca subir pelo lado do Sanguinho, pois a subida é muito, muito íngreme e estoira qualquer um. Vale mais fazer a volta indo para o Salto do Prego sem ir ao Sanguinho e, no regresso passar pelo Sanguinho a descer, pois assim “todos os santos ajudam.”

Dia 10 de Agosto

Chegou o grande dia! Vamos ver baleias e golfinhos! Zarpamos de Ponta Delgada logo de manhã e vamos ao encontro dos cachalotes. Vemos 3 destes mamíferos magníficos! A partir daqui, deslocamo-nos umas quantas milhas até ao local onde os vigias haviam avistado os golfinhos. E com efeito, lá estavam eles. Sempre brincalhões e bem dispostos. O regresso à marina foi algo conturbado, pelo mau tempo que se avizinhava.

 

Dia 11 de Agosto

Depois da emoção da viagem de barco, o que nos apetecia mesmo, mesmo, era um dia calmo. Assim, decidimos ir visitar a Lagoa do Fogo, mas desta vez, abordando a lagoa pelo lado oposto, podendo chegar assim ao nível da água. Chegados ao ponto de partida do percurso pedonal constatamos que afinal o descanso terá de ficar para outro dia – são 6 km até à lagoa e mais 6 km para voltar… A caminho!

O percurso é bastante variado em termos paisagísticos, passando de uma floresta de eucalipto até uma área de vegetação arbustiva, passando por levadas. Apesar de demorado, valeu a pena!

Dia 12 de Agosto

O lado oeste da ilha de São Miguel foi o lado menos explorado durante esta viagem. Quisemos dedicar-lhe um dia inteiro – a Lagoa das Sete Cidades e o Pico da Ferraria eram os nossos objectivos. Mas eis quando senão, S. Pedro prega-nos uma partida, e chove o dia inteiro. Não, neste dia não houve 4 estações, apenas uma e foi o Inverno. De qualquer modo, a visita valeu pelo vislumbre da lagoa de Santiago, pequena mas muito bonita.

Dia 13 de Agosto

O regresso!

O Mário e a Isabel partiram primeiro. Os que ficámos para seguir mais tarde ainda tivemos a possibilidade, durante o dia, e até irmos para o aeroporto, de visitar a bela cidade da Ponta Delgada e aproveitámos o belo dia de Verão.

Ana Inácio