PN de Noudar, Alentejo - “O despertar da Primavera”

De 25 a 28 de Março de 2008

Após uma longa viagem, mas agradável, chegamos à herdade já pelo final da tarde. Instalamo-nos e ambientamo-nos à calma e ao som das andorinhas que esvoaçavam atarefadas a fazer os seus ninhos.

Nos dias seguintes, dedicamos o tempo a apreciar toda a beleza que a natureza nos oferecia. Pensei que iria ser um desperdício de tempo passar estes dias de férias sem a minha playstation e o canal disney, mas enganei-me. Caminhamos beira-rio, visitamos o castelo de Noudar, apreciamos as flores do campo e observamos algumas aves (patos, cegonhas, águias, etc). Num dos dias, até tivemos a companhia da “Macha” que nos proporcionou, a mim e ao meu irmão Gonçalo, umas brincadeiras divertidas.

   

Embora o tempo não estivesse muito favorável, não deixamos de percorrer alguns caminhos já conhecidos do Paulo e sempre com a esperança de ver um javali ou os veados de que ele nos falava. Foi então que encontramos um javali, mas que, infelizmente, estava morto. Fiquei um pouco triste, mas mesmo assim não perdi a esperança de ver um vivo. Depois de o meu pai me ter mostrado as fotos de dois veados fêmeas que tinham visto numa manhã bem cedo, fiquei com muita vontade de os acompanhar e fazer uma espera ao javali. E foi exactamente isso que fiz, ao final da tarde lá estávamos, muito calados e quietos á espera que eles aparecessem. Quando nos apercebemos estava um a alguns metros de nós, que, sem dar pela nossa presença, foi caminhando. Por momentos, fiquei apavorado de medo e a imaginar que ele poderia correr para nós. Mas isso não aconteceu, e eu fiquei muito feliz por ter visto, com os meus próprios olhos, um javali e sentir aquela sensação assustadora ao mesmo tempo.

 

Tivemos também a oportunidade de ver um Bufo Real, na margem oposta do rio Ardila. Depois de algum tempo de espera e com o som de chamamento que o Paulo reproduzia lá o localizaram. Só com os binóculos o conseguíamos ver, pois camuflava-se nas rochas e troncos das árvores.

Foram 3 dias muito agradáveis, principalmente na natureza, pois ao contrário da opinião dos meus pais, a comida não era a minha favorita, com a excepção ao porco preto grelhado que estava delicioso e fiquei a chorar por mais.

Alexandre Leão