Safari fotográfico ao PN de Narcea e Muniellos

De 1 a 4 de Novembro (3 noites)

Todos prontos para uma viagem bem animada que irá desde a Póvoa de Varzim até Moal, a aldeia onde ficamos alojados numa excelente habitação de turismo rural. Como diz o Paulo...a paisagem era qualquer coisa. Mas o convívio foi excelente.

Enfim, foi um safari com muitas coisas para contar!

Vamos lá começar a visita.

Saímos da Póvoa cerca das 10 horas da manhã do dia 1 de Novembro. Assim que entramos em Espanha juntamo-nos a mais 2 aventureiros. Já com o grupo completo paramos para almoçar, almoço esse que foi falado durante toda a viagem, pelo tempo que demoraram a servir-nos.

Depois do almoço continuamos a viagem. É hora de passar por entre montanhas cheias de verde mas que logo de seguida se transformam numa paisagem negra, de minas, e onde as aldeias adquirem tonalidades tristes e sujas, que nem parecem estar inseridas no meio de uma beleza natural sem palavras para a descrever.

Ao final da tarde paramos numa estação de serviço para abastecer e comer qualquer coisa. As pessoas em Espanha são muito simpáticas e irresponsáveis. Oferecem isqueiros de recordação nas estações de serviço.

Já estávamos perto do nosso destino. Andamos mais um bocadinho e chegamos finalmente a Moal. E foi mesmo à hora da chegada que aconteceu um imprevisto: um dos carros meteu uma roda onde não devia. Mas resolveu-se...foi só um susto.

Estamos finalmente em casa. Arrumamos a bagagem e fomos jantar num restaurante na aldeia de Gedrez. Este jantar foi muito engraçado...quando beberem vinho da casa bebam sempre com gasosa!

Toca a acordar. São 5 da manhã e temos de ir fotografar os lobos. Subimos, subimos, subimos, e no cimo da montanha eis quem nos dá as boas vindas...os lobos uivaram à nossa chegada. Foi talvez o momento mais marcante desta viagem.

   

Sentamo-nos na erva molhada, colocamos as máquinas fotográficas em posição mas não conseguimos fotografar os lobos. Mas para compensar tivemos direito a um nascer do sol magnífico que surge por trás da montanha e nos mostra as cores daquele lugar.

Descemos e atravessamos a estrada. Estamos prontos para começar a segunda etapa da nossa visita. No meio do bosque há muita vida, muitas cores, muita sombra e muita luz. O cogumelo nunca teve tanto protagonismo como naquele dia!

Da parte da tarde passeamos sem o guia. Chegamos a casa já ao final da tarde, muito cansados mas ainda com disposição para a conversa. Eu adorava ouvir a Célia, ela é muito divertida!

No Sábado tivemos a manhã livre e então, los madrugaderos, saíram para ir dar um passeio no bosque...e que passeio! Caminhamos muito, mais uma vez nos deliciamos com as cores, fizemos um novo amigo, o cão Xuaquin, e houve alguém que fez uma aterragem forçada, com direito a tempo de suspensão. Isto aconteceu porque o grupo de aventureiros decidiu descer a montanha por um atalho, cheio de lama e erva molhada.

Já à tarde fomos ao albergue encontrar-nos com o guia e mais uma vez subimos a montanha para ver mais animais...mas não tivemos muita sorte, talvez por fazermos um bocadinho de barulho. Desta vez fotografamos  o pôr do sol, que também é fantástico. Esperamos quase até ao anoitecer e só depois descemos. Descer às escuras não é muito fácil, acreditem, a Adriana que o diga!

   

Nessa noite também aconteceu uma coisa muito engraçada! Ao tentar comprar arroz para o jantar, a senhora da mercearia vendia-nos alhos, e ao que parece com uma cara de espanto daquelas...é a pronuncia!

Domingo é o último dia e ainda queremos aproveitar a manhã. Toca outra vez a acordar cedo. Vamos sair para fotografar o nascer do sol. Fomos até ao centro de interpretação, onde o sol nos saudou. A paisagem é realmente fantástica.

A seguir foi o passeio à beira rio, e de repente alguém olhou ao relógio e já era hora de regressar a Portugal.

Não consigo descrever a dimensão daquilo que vi. Na viagem de regresso temos pela frente, agora de dia, uma estrada sinuosa, no meio de montanhas enormes que deixamos para trás, montanhas que se pintam de verde, castanho, vermelho, uma paleta para a qual se pode voltar a olhar na primavera com novas tonalidades.

Adriana Vieira da Silva